Somos um país de analfabetos, os que não são analfabetos completos, sem diferenciar um zero de um "o", são analfabetos funcionais, sabem escrever o nome, ler uma ou outra frase e contar dinheiro (até certas quantias), mas, não conseguem interpretar um pequeno texto, por mais simples que ele seja, apesar de às vezes conseguir lê-lo.
Fazer um texto sobre um assunto específico, apenas "alguns poucos universitários" conseguem, essa é uma das maiores barreiras no vestibular, a redação. Apesar de muitas pessoas estarem na universidade, não são todas que possuem "conhecimento", e o nível de conhecimentos gerais da maioria é "genérico".
No Brail, a prioridade das pessoas é "trabalhar", para sustentar a família, que começa muito cedo, nossos jovens e adolescentes, não tendo pais cultos, também não assimilam cultura, não estão interessados em planejamento familiar e não tem noção do que seja "economia doméstica". O que ganham é gasto sem nenhum critério.
Apenas pouco mais de 25% da população brasileira pode ser considerada alfabetizada de verdade, sabendo ler, escrever e tendo qualificação para interpretar um texto, formular conceitos e se inserir no mercado de trabalho que à cada dia está mais exigente, segregando nossa juventude que não procura se instruir adequadamente.
São quatro as categorias de alfabetizados no país segundo o INAF
Analfabetos: não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares.
Alfabetizados em nível rudimentar: localizam uma informação explícita em textos curtos, leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.
Alfabetizados em nível básico: leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade.
Alfabetizados em nível pleno: leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas, mapas e gráficos.
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